sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Je Suis Charlie?!

Visto os infelizes acontecimentos na França, sinto-me obrigado a escrever sobre. Creio que Charlie sonhava com um mundo não tão politicamente correto, não tão quadrado – que me perdoe P. Picasso.
Infelizmente é apenas com fatos lamentáveis como esse que temos a oportunidade de trazer mais pra perto tal problema. Não sofremos com extremismo religioso. Não somos alvos de diversos ataques terroristas. Porém, será que você já esteve encapuzado e apertando o gatilho da semi-automática, a mesma usada pelos irmãos terroristas?! Afinal, eles não são os únicos que atentam contra a liberdade de expressão. Não se deve confundir preconceito com alvo de humor, mesmo que ambos caminhem de mãos dadas. Falar do cabelo de uma mulher como uma justificativa totalmente infundada e justamente para não ter razão, é totalmente diferente de criar campos de concentração para tal diferença genética, por exemplo.
O problema começa quando se tenta arrumar algo com outro erro. Vamos a outro exemplo: Não é deixando de falar 'negros", substituindo por "afro-descendentes" que o problema da escravidão há mais de 100 anos atrás será resolvido (serviria, e já deve ter servido, como uma boa caricatura, essa imagem). E o problema aumenta quando através da discriminação se consegue algo melhor do que já tinha. Infelizmente é fácil imaginar alguém “roubando” uma vaga, para algo, de alguma coisa, de um negro, somente para se beneficiar através da discriminação e preconceito. E o contrário?! E se um negro “roubasse” uma vaga, para algo, de alguma coisa, de qualquer outra pessoa, através da discriminação e preconceito? Enfim, tudo isso para corroborar minha ideia de que o trabalho de Charlie, não se encaixa no mesmo grupo dessas imagens, desses exemplos.
A história nos comprova que liberdade, seja de expressão, qualquer outra, ou mais pura forma generalizada de liberdade, é o que todos ansiamos. Tomando como exemplo a própria França com a sua Revolução, afinal Libertè, não está a toa no lema. Então por isso que devemos levar o mundo e tudo que vem com ele, mais levianamente. “Mas Victor, fale para aqueles terroristas”. Não, é pra ti mesmo. Quantas vezes você quis barrar uma brincadeira que falava da tua cidade natal?! Ou da tua descendência?! Ou da cor do cabelo da tua namorada?! Leve mais leve, releve mais. Mas te acalma, sei que mesmo que tenha servido esse sombreiro em ti, não é por isso que és uma má pessoa. É uma natureza do ser humano de rir dos outros. Aprenda a rir de ti, que ninguém mais o vai. Afinal, tem gente que faz isso. Acredite, tem gente que paga caro sua faculdade e ouvia piadas sobre isso. Até o dia que adotou isso como “escudo”, como mascote. E então não tem como tirar mais sarro disso. Deve haver outras pessoas, ou grupos que fazem isso. Afinal, eu também já quis barrar muita coisa, afinal tenho uma descendência alvo de humor. Mas quanto mais dava atenção pior ficava pra mim. Hoje relevo mais e brinco mais. E Espero que eu não seja fuzilado quando brinco com essas caricaturas.
Espero que todos sejamos mais Charlie.
Aliás, somos todos Charlie. Je Suis Charlie.





Victor Hugo Luz Sendoda

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Fly

@TamyBertola

           Ouço por aí que ter os pés no chão é sempre a coisa mais sensata a se fazer. Ledo engano. Quem tem os pés no chão não voa, não cai, não arrisca, não pula, não se machuca, não se realiza, não se conhece. O bom da vida não é ser 100% seguro de tudo, mas sim descobrir-se, reinventar-se, aprender que voar é a coisa mais sublime do mundo. Quem insiste em manter os pés colados na terra não experimenta a deliciosa sensação de mergulhar em águas profundas, de voar sob as nuvens, de dançar sem medo, de correr sem rumo, de existir plenamente. Quem tem os pés no chão continua no chão, imóvel, preso, acorrentado à sua inerciante acomodação. Quem voa pode até cair uma vez ou outra, mas é assim que se vive, caros amigos. Quem voa tem brilho nos olhos, tem o coração leve e a alma radiante. Quem tem os pés no chão limita-se por auto-desconhecimento e morre por auto-destruição. Autodestrói-se por permitir que atrofiem-se o coração, a mente e a alma; por deixar que sua essência se dissolva no meio dessa fútil mesmice, tão previsível e tão deplorável. Viver é voar, é jogar-se de cabeça, é cair, é levantar e voar ainda mais alto. Afinal, é impossível encontrar seu lugar ao sol se você insistir em permanecer na sombra.


Tamyris Bertola

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Desiderata



Parte 1

O  sol forte que pairava no ar indicava uma tarde quente.  Abri  meus olhos, agora ardidos pela réstia de sol que entrava pelos vãos  do local feito de madeira apodrecida, sentia minha cabeça girar, e ao levar a mão a testa percebi que a mesma estava sangrando. Depois de um segundo tentando me recompor, observei o local.  Estava dentro do que parecia ser um galpão velho e abandonado, o qual ficava a uma distância mínima da cidade, já tinha o visto antes quando fazia minhas caminhadas matinais, mas nunca havia estado realmente do lado de dentro.
        O local estava cheio de galões gigantes e vazios, o que anteriormente deveria ser usado para transporte de leite. Me encontrava abaixada entre dois destes galões, observando e ouvindo a conversa de dois sujeitos, e a frente deles encontrava-se uma velha mesa de madeira, a qual jazia o corpo de uma jovem moça de cabelos longos e loiros e havia muito sangue em suas vestes perto da altura do peito, seus braços encontravam-se largados em volta da mesa, e ao chão, exatamente abaixo de onde sua mão direita estava posta, havia um pequeno pedaço de papel cintilando.  E então ergui novamente os olhos em direção ao corpo exposto, apavorada, enfim percebendo. Era verdade. A garota estava morta.
          - Não há mais nada que possamos fazer. Ela se foi. – Disse o homem mais baixo, suas vestes eram impecavelmente brancas, e seus cabelos eram ralos ao lado da cabeça, a barba grande parecendo não ser feita a meses, e  seu semblante soava um ar de cansaço e compaixão, como se quele homem estivesse trabalhado demais naquele dia.
        - Partirei da cidade hoje mesmo, e espero que você também dê o fora o mais rápido possível.
        - Não podemos simplesmente deixá-la aqui. E o jeito como você fala soa como se alguém realmente pudesse nos ver, não seria justo a morte dela cair sobre mim como se eu fosse realmente o culpado, tentei de tudo para salvá-la, você, melhor do que ninguém sabe disso.  -Respondeu o outro sujeito. Ele estava com a cabeça baixa, e seus olhos estavam fechados, como se não conseguisse acreditar na cena que via. Este, diferente de seu companheiro, vestia algo como calças de risca de giz , com o detalhe de uma gravata borboleta vermelha no colarinho do paletó. Ele era mais jovem e alto, porém  seu rosto transparecia tristeza e inconformação pela situação em que se encontrava.


      Os dois homem fitaram o corpo da garota por um momento, e no segundo em que pisquei meus olhos , os dois haviam desaparecido do galpão. Olhei a minha volta e andei abaixada até a mesa, levantei-me e observei o corpo da garota exposto sobre a mesa , ela havia sido baleada a altura do peito, e olhando-a de perto dei um suspiro de horror, percebendo que seu rosto me parecia tão familiar naquele momento. Senti meu estômago embrulhar de medo, baixei a cabeça perdida em pensamentos quando meus olhos se voltaram ao papel reluzente que estava no chão.  Ao junta-lo, o segurei entre meus dedos e senti que meu coração de súbito começou a acelerar. Aquele papel parecia algo como um pequeno  convite, como se fosse um passe para a entrada de algum evento importante, era  exatamente igual ao que havia no meu bolso. Comecei então a revirar os bolsos do suéter e lá estava ele, coloquei-os lado a lado e os comparei, foi quando um filme em forma de lembrança se passou diante dos meus olhos. Pela aparência aquele papel parecia ser de algo exclusivo, disponível para poucas pessoas,  difícil de se conseguir, como um ingresso de uma banda famosa de rock que se esgota a poucos minutos na bilheteria,  e dos dois lados do papel havia apenas um símbolo, algo como quatro círculos pequenos envoltos a um único circulo gigante, mas eu não fazia ideia do que se tratavam os papéis, e para onde levariam aqueles que os possuísse  Vagamente me lembrava de como conseguira o meu, havia ganhado de um garoto, cujo nome e rosto eu não conseguia identificar, quando forçava a memória a única coisa que me vinha era um borrão no lugar de seu rosto, lembro-me apenas de ouvi-lo sussurrar algo no meu ouvido como “guarde-o com a sua vida, - suspirou-  tenha cuidado garota”. Se ao menos eu o visse outra vez, talvez pudesse me lembrar de parte das memórias e fatos que agora não se encaixavam.

  
      Voltei em si após todos estes pensamentos e lembranças, e percebi que de alguma maneira eu sabia que aquela moça que agora jazia em minha frente, havia sido morta por causa daquele pequeno pedaço de papel,  mas se realmente fosse por isso, por que o papel teria sido deixado ali? Que ligação teria ela com aqueles dois sujeitos? Mas de alguma forma o motivo era o símbolo daquele papel  e o que havia por trás dele, então não poderia ser por motivo de dinheiro, ou outro qualquer que fosse.  Me vi diante de uma emboscada, precisava sair daquele galpão e encontrar as respostas, ou eu poderia ser a próxima convidada a deixar este mundo.
  Rapidamente coloquei os ingressos dentro do bolso e sai pelos fundos do galpão, e então, para minha surpresa havia um aglomerado de pessoas ao lado de fora, mas como sai pelos fundos ninguém realmente pareceu notar quando sai do galpão. Juntei-me ao aglomerado de pessoas e notei uma faixa amarela a minha frente que lia-se “não ultrapasse”,daquelas em que os policias do seriado americano C.S.I costumam colocar nos locais onde ouve um homicídio, em roda do velho galpão em ruínas. Como eu teria ido parar naquele galpão? O que realente estava acontecendo? Minha cabeça latejava e eu não sabia como responder a todas aquelas perguntas que pareciam que pareciam me sufocar.
     Havia policias por todo lado, estavam revistando e fazendo perguntas a um grupo de garotos com botas de galochas e cigarro entre os dedos, os quais pareciam assustados e sem saber o que se passava ali. Virei-me em direção a estrada que me levaria para longe daquele local atormentador, mas quando quase alcançara a entrada da estrada principal, fui surpreendida por dois policias. Um deles era um homem de estatura mediana ,aparência robusta e cabelos grisalhos. Trajando seu típico uniforme de policial com um distintivo muito bem polido, e abaixo dele lia-se “Soldado Jorge”.  A outra figura, uma mulher, de silhueta fina e postura elegante, tinha cabelos cacheados os quais estavam presos a um delicado coque, sua pele era negra, seus dentes surpreendentemente brancos, e ao contrário do soldado, não havia identificação em seu traje.
     Instintivamente estiquei meus braços à espera de ser revistada, mas a mulher abaixou meus braços com um sorriso maternal no rosto, e o soldado me envolveu em um abraço sufocante, em seguida beijaram-me os lados da face, como se eu fosse uma frágil criança de 5 anos.
         - Querida o que está fazendo aqui? Está tudo bem com você? – perguntou a mulher.
         - Você precisa sair daqui, este lugar não é para você – exclamou o soldado grisalho, parecendo preocupado, olhando para todos os lados enquanto falava.
         Fiquei completamente confusa, e não fui capaz de dar uma única resposta as perguntas que me pegaram de surpresa, o que fiz foi simplesmente assentir com a cabeça. Tomei o caminho da estrada  que me levaria para casa, com os pensamentos atordoados. Quem eram quelas pessoas que pareciam ter uma grande afeição por mim como se me conhecessem a anos?  Eu realmente não me lembrava de conhecê-los.
        Caminhei alguns metros a frente na estrada chutando as pedrinhas que encontrava no caminho, quando parei de súbito perdendo o equilíbrio e tropeçando em meus próprios pés. A alguns passos a minha frente havia a figura de um garoto imóvel, parecia estar com sua atenção voltada para o outro lado da estrada. Vestia uma camisa de algodão branca e jeans preto, seu cabelo estava bagunçado, e alguns fios tapavam-lhe os olhos, tinha pele claro e olhos negros como uma noite sem estrelas. Virou-se rapidamente ao perceber minha presença. Era ele, o garoto. Mas como pude reconhecê-lo se seu rosto era apenas um borrão na minha memória. Outra vez, eu apenas sabia.
     Ele continuou me encarando, seus olhos fixados aos meus. Do outro lado  da estrada, onde ele estava olhando-a a pouco, estava um sujeito esquisito, encontrava-se parado ao pé da estrada como se fosse parte da paisagem, seus braços cruzados sobre o peito. Usava uma longa capa preta apesar do calor que se fazia, acompanhado de um chapéu o qual escondia uma parte de seu rosto irreconhecível aos meus olhos. Continuou nos  observando, sua expressão era de ódio, desafio e diversão. Mirava-nos com os olhos apertados, como se fosse a qualquer momento como se fosse destroçar nossos corpos, como um lobo selvagem matando sua presa.


   O garoto agora me olhava com ar de aflição, abrindo e fechando a boca como se não encontrasse o som da própria voz, então começou a balbuciar palavras as quais eu não conseguia entender e nem mesmo ouvir, estava tentando me dizer algo, mas a única coisa que consegui decifrar diante de seus lábios antes que o sujeito atacasse, foi um desesperado e raivoso “corra, agora!”

   Continua... 

  Um bom roer de unhas e até a próxima parte do post. 

  Amanda Baier 


quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Mensagens do Face

   First of all, a Tamytatame prometeu que faria um post ontem ou anteontem para o NMD. Mais de uma vez eu faço dessas de cenas.. hahahaha é no mínimo engraçado. hahaha 



   Tamytatame e as nossas conversas idiotas... hahahahaha


   "Que haja mais idiotices dessas. Amém!".


   @victorsendoda



segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Música: A Expressão da Alma


Domingos a noite, e todos os outros dias da semana, costumo ouvir música antes de dormir, muitas vezes acordo no outro dia com a playlist ainda tocando. Isso me faz pensar como a música se resume muito mais do que uma mera melodia e letras compostas, é algo que te tira do plano real, mesmo seu corpo estando ainda ali presente. 



       Lembrando disto, certa vez estava lendo "As memórias póstumas de Allan Kardec" e grifei uma parte do texto a qual me chamou a atenção, onde ele dizia: 
     
     "A Música exerce salutar influência sobre a alma e a alma que a concebe também exerce influência sobre a Música. A alma virtuosa, que nutre a paixão do bem, do belo, do grandioso e que adquiriu harmonia, produzirá obras-primas capazes de penetrar as mais endurecidas almas e de comovê-las".

E você. Que música lhe comove? 


Abraços e até a próxima (: 

Amanda Baier


domingo, 3 de fevereiro de 2013

Marca Eterna

E ai galera tudo certo ?

Hoje venho postar alguns desenhos, os quais fiz para um amigo que acabou de passar em medicina (Victor) Hahhaha.
     Seria para tattoo, relacionado a seu  grande futuro, a medicina, então é algo que irá marca-lo para sempre, assim como outras pessoas fazem as suas tattoos, sempre com um significado grande para cada pessoa. Eu particularmente acho muito bacana tatuagens, futuramente dependendo dos fatos que a vida me trazer, farei algumas. Sem mais delongas ai vão os símbolos.

Esta primeira é o Símbolo de Hermes, que possuí as asas sobre as cobras


      Esta outra seria o Símbolo de Hermes transformado no Símbolo Asclépio. A alteração da figura em fiz no Photoshop, mas danificou um pouco por causa das texturas usadas para remover as asas e uma das cobras, então anida da para ver que algo foi removido. Mas prometo que irei refazer o Símbolo de Asclépio em prata, para que fique mais perfeito e sem "defeitinhos", pois ainda não sou uma genia no Photoshop!


   Espero que tenham curtido as ilustrações.
  
 Abraço e até a próxima!

Amanda Baier 


sábado, 19 de janeiro de 2013

Victorioso



TamyBertola


          Uma das minhas fases preferidas do Crash (quem lembra? Hahaha ai que saudade de ficar a tarde inteira jogando vídeo-game ^^) era a fase da ponte. Uma das mais difíceis, realmente. Tinham várias armadilhas e partes quebradas... e era impossível passá-la de primeira. Morria morria morria morria e lá estava eu, incansável, tentando atravessar a tal ponte mais uma vez. Lembro de ficar tardes inteeeiras pra passar aquela bendita fase, mas quando conseguia... nossa, como era gratificante. Bons tempos..
          Pasaram-se dias, meses, anos e finalmente o óbvio foi confirmado e a travessia fora concluída. Eis que Victor Hugo atravessou a ponte, passou de fase e agora pode comemorar. Tanto esforço machucou, todos sabemos como atravessar essa ponte foi muito difícil, mas como a vida nunca foi fácil –e se assim fosse seria muito sem graça- e nos ensina machucando, aprendemos que eles são doloridos, entretanto têm um papel importantíssimo para no nosso crescimento pessoal. A dor nos faz crescer, amadurecer, rever nossos erros e nos aprimora. As dificuldades aumentam nosso desejo de conseguir, nos fazem vislumbrar um sonho e lutar com toda nossa força para realizá-lo. Pode nos fragilizar por certo tempo, mas quando vemos a cicatriz de um machucado curado percebemos o quanto ele nos ensinou.
       Segundo a definição de nossa idolatrada Wikipédia, “ponte é uma construção que permite interligar ao mesmo nível pontos não acessíveis separados por rios, vales, ou outros obstáculos naturais ou artificiais.”. A travessia pode ser demorada e, dependendo de onde se quer chegar, é perigosa. Tropeçar e quase morrer naquelas mais difíceis é inevitável -bem sabemos- assim como era no Crash. Às vezes é preciso voltar, fazer outra estratégia e aí sim tentar novamente. Perigosas, todavia necessárias; afinal, nenhum caminho que possui um destino glorioso é fácil, não é mesmo? É a dificuldade do caminho que nos fortalece e é o fato de superarmos aquelas que mais nos desafiam que nos dá o doce sabor da conquista.


Vitória mais que merecida.. receba meus parabéns, Victorioso.

:)



(fotos da fase maldita hahaha)







nostalgia peganu.....

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Seleção de Posts: 2012/02

   Para facilitar as leituras que realmente importam alguma mísera coisa, faço essas seleções...


SETEMBRO

  • Acho que foi a coisa mais foda que eu escrevi na vida. hahaha. Tem sequência. Sobre Dom Casmurro, é a Desculpas Póstuma de Bento Santiago... 

OUTUBRO

  • Depois do Bentinho se desculpar, Capitu confessa o que realmente houve em Confissões Póstumas de Capitolina Pádua... Esses dois textos, acho que foi o auge de escrita do Victor.. hahahaha

NOVEMBRO

  • Depois de um longo tempo Tamyris retorna e faz um Post de Saudade e de Aniversário do Victor.

  • Mais um desabafo gay... Mas pelo menos apresentando mais um desenho da que seria em breve membro do NMD... Amanda Baier. Em Expectativas Machucam.

DEZEMBRO

  • Quando Victor foi para Porto Alegre fazer a prova da Ulbra. Em Olá POA. Adeus Olímpico. Tchau POA (Até logo?) chegada em POA, despedida do Olímpico e uma esperança para voltar. E voltou...

  • Victor, depois da prova da Ulbra, foi no último GRE-nal no Olímpico. OLÍMPICO ETERNO! GREnal - 394. Subiu no alambrado, cantou, chorou, enfim, se emocionou.

  • Post de apresentação. Hello Amanda, I wanna play a game . Com ilustrações e texto da excelentíssima.


  • Victor pagando uma de lutador. IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIITS TIIIIIIIIIIIIIIIMEE

  • Tamyris se mostrando escritora. Um Conto Sem Graça contando a história do Padre Augusto safadinho e a jovem Anita.

JANEIRO

  • Textículo deTamyris sobre incentivo em 2013 e Divagações.

  • Parabéns da Amanda para Victor que passou, porra!! Congratulations.

  • Victor passou e fez um texto com analogia em futebol, seguido de desabafo, fotos e agradecimento, apenas Feche os Olhos e Ouça o Grito.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Feche os olhos e ouça o grito!!

   A história começa com uma derrota. O time perdera fora de casa, um a zero, no jogo de ida, em 2011. Havia tantas expectativas para que o primeiro jogo fosse uma vitória, mesmo que apertada. A derrota amargou a todos. Distanciava o time do título. Diminuiu a moral de todos. Foi uma derrota inesperada, afinal, o time havia criado muita expectativa. Então a diretoria fez vários cortes, deixando apenas aqueles jogadores que vestiam realmente a camisa. Aqueles amigos de verdade. Passaram tantos mascarados, que após aquela derrota, sumiram da vida do time. De começo, as esperanças do time, após se ver com um número reduzido de jogadores, diminuía ilusoriamente. Afinal, para o começo da nova temporada de 2012, ficaram aqueles que realmente importavam. Aqueles que apoiavam, que davam sangue pelo time. Então a esperança que achavam que estava em baixa, voltou com força maior que ante, ter muito apoio de poucos, foi o essencial para manter Pandora aberta até finalmente sair Esperança.
   Então deu-se início 2012. Não havia mais ingenuidade. O time sabia como o jogo era jogado. Houve uma preparação menos intensa que 2011, porém mais focada e objetiva. E assim foi o começo do ano. Com sede de vingança daquele primeiro jogo. Não digo que não houve mais mascarados que apareceram no time, porque sempre aparece um interesseiro. E um mascarado em especial, que fizera uma parceria com o time para o começo da temporada, tentava colocar o time para baixo, já que estava revelando táticas, traindo. Em treinos importantes, atrapalhava. Até que foi expulso do time. Mas a presença passara despercebida devido ao fato da presença dos reais amigos, patrocinadores e associados. Todos apoiando e tentando levantar a garra e moral do time para o que seria o jogo de revanche. E meia temporada havia passado.
   Começava a reta final da preparação. Todo gás se concentrou em alguns meses após o meio do ano. E houve mais uma decepção. Foi feito um jogo-treino em meados de outubro. E de novo, a expectativa estava elevada. Dessa vez foi um empate. Mas o time não se contenta com empates. O empate não trás o título. O empate não trás a glória. Apenas mantem o time no limbo eterno. E o time entrou em crise. Foi a grande queda da moral e esperança. Fora prometido nunca mais criar expectativas. Os jogares sentiram o empate como se fosse um déjà vu daquela derrota de 2011. Começaram a acreditar que no jogo final, a derrota seria novamente seus únicos louros, torcendo para que não fosse uma derrota pior que a da temporada passada. Então diminuiu-se a carga horária dos treinos. Deixando mais tempo para jogadores se dedicarem a sua família, seus prazeres e descanso. 
   O jogo final se aproximava. Ninguém acreditava no êxito. Já pensavam que teriam que se preparar melhor para a próxima temporada. Pensavam até que teriam de mudar o campeonato, pois este é muito difícil. Então soou o apito inicial da partida.
   Como já fora dito, o time não acreditava na vitória mais. Então não houve tanta gana quanto se imaginava. Passou o primeiro tempo e o time estava na defensiva apenas. Mas por incrível que pareça, ainda não estava cansados no jogo. Todo aquele treino no início, meio e fim da temporada tiveram seu resultado. Só faltava a confiança e excedia a pressão por ter perdido o jogo de ida. A garra que mostraram nos treinos, valeu a pena. No jogo final, a garra, o coração, a gana, aparecia normalmente mesmo sem incentivo, mesmo sem aquela esperança, mesmo sabendo que a vitória só viria se fosse de 2x0. No final do segundo tempo, aconteceu um milagre. E o milagre se mostrou na camisa do autor do gol. O número do jogador era 114. E mudou a história do jogo.
   O milagre foi o gol nos acréscimos. Seria o último lance do jogo, mas o gol saiu no último lance do tempo regulamentar. Com a derrota de 1a0 e essa vitória, até então de 1a0, empatava no placar. O juiz teve que dar início a prorrogação. Nesse momento, a esperança havia voltado. O título estava próximo. A vitória era possível. Então o time foi para o ataque total. Parecia ser uma questão de tempo até chegar a vitória. E no último escanteio, com goleiro dentro da outra área, todos ajudando, a rede balançou novamente. O jogo de 2012, que terminou somente na prorrogação de 2013, tinha seu vencedor. O gol, saiu de uma bola batida, rebatida, sofrida, dolorida, demorada, mas no cantinho, sem chance para o goleiro. E nem esperaram o apito final e festaram e comemoraram levantando todas as taças que havia direito. 
   E se você se concentrar, fechar os olhos, ainda consegue ouvir o grito de extravasão solto logo após o gol. Esse grito ficará eternamente ecoando pelo mundo, para que todos percebam que foi feito o gol da virada, que ganharam o jogo. E logo depois de ouvir o eco e sorrir por conseguir ouví-lo, abra seus olhos e você ainda verá o time comemorando. Faz quase duas semanas que aconteceu aquele jogo final e eles ainda festam. E depois de ouvir, sorrir e vê-los, vá festar com eles também... 
   E fiquei sabendo que eles foram convidados para mais um campeonato. Com 24 jogos, contando as de ida e volta. Ele teve que subir uma montanha, jogará agora com altitude. Será complicado tendo o ar rarefeito, mas eu acho que eles conseguirão. Dois jogos por semestre, durante seis anos. E a cada semestre terão que subir mais um pouco. Diz que o ar rarefeito é o de menos, o frio, a solidão, a fome será pior. Mas lá em cima, o topo, chamam de Olímpo. Onde do pico, se consegue ver todo o mundo como uma laranja. Lá você alcança a glória. Lá você faz história. Lá você muda o mundo ajudando as pessoas. Falarão de você, e quando estiver lá em cima, você terá a sua tão almejada liberdade. Lá em cima, meninos, viram homens, homens, viram deuses e deuses... bom, deuses nos ensinam. E assim encerra-se o primeiro capítulo da história desse time. Desses guerreiros. 


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   AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHH pota qui paril!!! Passei na porra do vestibular. hehe. Agora a porra ficou séria e sou oficialmente um universitário.. hehehe

   Ok, passado mais um momento de euforia, venho pedir desculpas pela demora, pelo atraso, pela falta de atenção. Mas me entendam, porra, eu passei e desde que saiu o resultado, eu comemoro. Bebo quase todo dia. Durmo quase toda manhã e tarde. Como quase toda hora. Estou pesando menos que uma pluma (morram de inveja, egípcios idiotas). O ovo, farinha, sardinha e tudo mais me lavaram a alma - se é que é possível imaginar. Mas é verdade. Por mais nojento que seja, aquilo tira todas as impurezas que amargaram minha vida desde meu terceirão... (três fucking anos).
   Já fiz minha matrícula. A grade de aulas é vergonhosa comparado ao que eu estudava no começo do ano.. hahaha. Estou achando que vou ter que aumentar as aulas. Mas enfim, eu festei e estou festando muito. E estou feliz. Gastei toda minha criatividade no texto fazendo analogia a futebol.. não sei o que escrever agora. 
   Vai ter gente falando ou pensando, "Ah, mas é particular...", ENFIA NO CU, ESSE "MAS É PARTICULAR". TOMARA  QUE VOCÊ EXPLODA E QUE CONTINUE VIVO EXPLODIDO PARA VER SE CRIA UM POUCO MAIS DE HUMILDADE. SE NÃO FOR HUMILDADE, PODE SER EGOISMO, PORQUE ASSIM PARA DE SE IMPORTAR COM MINHA VIDA. FODA-SE QUE VOU PARA UMA PARTICULAR. FODA-SE VOCÊ QUE DEVE SER UM RETARDADO. EU CONSIGO PAGAR, NÃO VEJO O PORQUE DE NÃO INVESTIR NO MEU FUTURO. VOCÊ NÃO SABE PELO QUE PASSEI, NÃO SABE O QUE ACONTECE NA MINHA VIDA, ENTÃO, DE NOVO, ENFIA NO CU TUDO QUE ACHAR NA FRENTE E DEPOIS ENFIA NA BOCA PARA NÃO VIR FALAR MERDA.
   Nossa... que alívio. usahusahusahusahusahusahuuhsauhsauas

   Valeu galera. E o NMD é mágico... passa você em medicina. Quem quiser entrar para a equipe, agora é só pagando. UHSAUHSUAHSA

(Fotos fora de ordem... muito trabalho para arrumar. Foda-se. Se vire)














   Obrigado a todos pelo carinho... Muitos de vocês foram e são essenciais para mim. Meu time só joga bem por causa de vocês. Obrigado pelos incentivos, puxões de orelha, mais incentivos, por me fazer acreditar quando tudo parecia dar errado. Obrigado por não me abandonarem quando eu me afastei de muitos para estudar e focar. Obrigado pela amizade, que é verdadeira e que sou feliz em dizer que não cabe em duas mãos. Valeu por tudo galera. Cada um sabe como me ajudou, como fui chato. Então desculpe por tudo também. Obrigado e desculpe. UHUUUUUUL agora é festa até dia 25/02... depois... bom... depois fica para outro post. hehehe


   "Obrigado meu Deus, hoje não peço nada, só agradeço. Amém!".



@victorsendoda


sábado, 5 de janeiro de 2013

Congratulations

 Primeiro post do ano já vem com boas notícias para parabenizar nosso querido fundador do NMD. Sabemos o quanto você lutou e se esforçou e agora chega a sua hora de comemorar !!
  Parabéns pela conquista Doutor Victor Hugo, todas aquelas noites rezando pra ti e alguém lá em cima escutou, maravilhoso não ? ;D
  E como de praxe eis aqui sua caricatura, mas agora em uma nova versão, com menos cabelo. Hahahahaha
   PARABÉNS CALOURO DE MEDICINA !!!

Talvez não esteja tão parecido, tentei imaginá-lo careca rsrsrsrs

  E que muitas conquistas ainda estejam por vir! 

 Um abraço e até a próxima...

Amanda Baier